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MARCELINA CHISSANO RECONCILIA-SE COM AFONSO DHLAKAMA A IMPRENSA (?)SILENCIA O GESTO !!! “Meu filho, toma a minha mão”- terá sido isto que a mamã Marcelina Chissano disse ao Presidente Afonso Dhlakama, na Igreja Católica de Malehice nas exéquias fúnebres do seu primogénito.
“O meu jornal não vai noticiar isso. É uma cerimónia familiar, não vamos misturar”-palavras de um jornalista sénior de um jornal de
prestígio e de maior circulação em Moçambique.
Reagia à minha curiosidade sobre o título que iria dar ao momento ímpar Que electrizou momentaneamente, os presentes naquela cerimónia.
Fiquei deveras assustado com a cara que acompanhou aquelas palavras. O jornalista sénior em causa deixou transparecer um nervosismo típico de quem foi apanhado em contra-pé.
Não percebi se estava chocado pelo gesto da mamã Marcelina ou porque Afonso Dhlakama “ Está Livre”- Como disse a ex.1ª.Dama tendo acrescentado que “aqueles que te odiavam na minha família e eu mesma perdoamos-te e de hoje em diante siga o seu caminho na fé de Deus”,.
Passei a
admirar a Marcelina Chissano, pela sua coragem e determinação. Não é mulher de duas caras, nem de mil palavras. Na sua infância decidiu ir à Luta de Libertação Nacional e foi. Seu marido foi indicado Presidente da República e ela consequentemente ficou 1ª Dama. Nesta categoria assumiu o cargo com soberba, limitando-se a actos marcadamente destinados a Primeira Dama. Ninguém a viu a pedir contas a Governadores Provinciais. Ninguém a viu a orientar comícios populares. Aliás, não proibiu a réplica de Primeira-Dama há só uma...
Mesmo quando não apertava a mão ao Presidente da Renamo era sua convicção. Mostrou que não era hipócrita à semelhança daqueles que
mostravam dentes a Afonso Dhlakama mas que por dentro rogam pragas, planificam acabar com a Democracia, razão da sua luta. Quando percebeu que a final podia reconciliar-se com Afonso Dhlakama escolheu o momento propício para tal: Despediu-se de um filho e ganhou outro! Dhlakama passou a ser o filho da Mamã Marcelina
Por se tratar de uma mulher de fibra, acredito que Marcelina Chissano vai respeitar o seu perdão e vai fazer valer o seu gesto tornado público perante a fina nata da Frelimo. Manuel Tomé não vai me dizer que não ouviu as palavras da Mamã. Edson Macuácua, Mulembwé, Luísa Diogo certamente que não vão ignorar as palavras daquela que ontem os
deu protecção para ocuparem os lugares que ocupam. Ou mudam os ventos e as vontades também? Seria uma ingratidão do tamanho do céu! “Vais entrar no Paraíso”-Assim se pronunciou Eduardo da Silva Nehia, quando apertava a mão de Afonso Dhlakama após ter recebido a bênção do Bispo de Gaza, a pedido da Mamã Marcelina. Raimundo Pachinuapa, também felicitou o Presidente.
Todo o mundo ficou comovido com o momento mágico, apenas o nosso jornalista sénior que tem a obrigação constitucional e ético de informar decidiu banir do seu órgão esta notícia com todos os valores notícia que a tornam como tal. Os actos de figuras públicas são sempre públicos! O tamanho
do Chissano, da Marcelina, do Nympine, do Dhlakama não merecem que um jornalista, seja qual for o seu grau, os silencie. Privar os Moçambicanos de viverem aquele momento é típico de jornalistas de meia tigela, graxistas que não se valorizam!
Ainda bem que o Magazine Independente “furou” o silêncio e trouxe para consumo público o acontecimento. Não sei para que servirão as imagens que a STV e a TVM registaram, se não são para serem tornadas públicas. Há coisas de pouca monta que temos visto a serem publicadas, mas omitir este acontecimento é matar a Liberdade de Imprensa, é recuperar a censura e é privar os cidadãos do direito à Informação.
Uma
continência para a Mamã Marcelina Chissano e tiro chapéu ao Prémio MO-IBRAHIMO, aquele que alguém o apelidou por deixa andar, mas que o mundo o agraciou com o maior prémio jamais atribuído a um Chefe do Estado em todo o mundo. Nem o Idi Amin Dada, nem Hitler, nem Mussoline, nem Salazar tiveram esse prémio, nem tão pouco os seus seguidores de hoje, camuflados na Democracia dos outros o terão. A esses, quando acabar a Presidência é só arquivar as chuteiras...
Cientes disso estão a acumular riqueza, já nem precisam criar patos para ficarem ricos. Usam o slogan quero, posso e mando ! Ai é? “ A ta Mutchele ta muvona(Desprezem as cobras rastejantes as que
estão nos buracos vos espiam)”.
Bem haja Marcelina Chissano, Bem haja Afonso Dhalakama; Nyimpine, Descanse em Paz.
Por Fernando Mazanga |