BANCADA PARLAMENTAR

                         INTERVENÇÃO ANTES DA ORDEM DO DIA
Por: Armindo Milaco*

Senhor Presidente da Assembleia da República, Excia;
Senhores Deputados, Meus pare;
Minhas senhoras e Meus Senhores.

Quero antes de tudo saudar os ilustres Deputados e muito particularmente de forma calorosa e efusiva, o meu circulo eleitoral, Cabo Delgado.
Quero de igual modo felicitar o Costa do Sol, o actual campeão Nacional de futebol, título conquistado com mérito e justiça. Força rapazes, força João, jovem treinador.

Também quero felicitar a todos os Profissionais da Televisão que hoje comemoram mais um aniversário do dia Internacional da Televisão.

Pretendo, nesta abordagem, Senhor Presidente, trazer à tona, factos importantes, reais e inequívocos da história de Moçambique. A Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) é um movimento do Povo Moçambicano que, em 1977, 2 anos depois da independência, iniciou a sua epopeia histórica e patriótica, na luta de 16 anos pela Democracia, contra o sistema político-económico marxista da Frelimo. Em 2 anos de independência, dilacerou o tecido social, económico e político do país. Em 2 anos, tinha feito milhares e milhares de mortos em campos de reeducação, Aldeias Comunais, fuzilamentos, e torturas em julgamentos públicos pelos tribunais revolucionários. Um sistema cruel, desumano, assassino, que sobrevive na base de Matanças, e à custa do suor e sangue do povo.

Os Frelimistas de Nachinguea, alegando terem libertado este país do colonialismo português, fizeram tudo o que é obra diabólica. Foram péssimos 70x7 do que os colonialistas, se não, vejamos:
- Tinham tradição quando iam a Nachinguea, mas voltaram sem ela;
- Foram com religião, mas regressaram sem ela. Regressaram ateus, pagãos e inimigos de Deus;
- Baniram a religião,
-Transformaram os templos religiosos em armazéns, clubes e locais de lazer,
- Prenderam e mataram os líderes religiosos, porque para a Frelimo Deus não existe; sempre disseram de boca cheia que, para a Frelimo, Deus é a arma que recebeu da União Soviética e da China, durante a guerra de libertação nacional.
Entretanto, é sabido, que toda a doutrina que defenda que Deus não existe é satânica, por isso, a Frelimo é de, doutrina satânica, daí que, mesmo que você vá à Meca 5 vezes por semana; mesmo que faça 5 orações por dia; mesmo que vá a Roma abraçar-se com o Papa 5 vezes por ano; mesmo que jejues nos montes 30 dias, enquanto comungas ideais da Frelimo e votas na Frelimo, vais para o inferno. Porque Satanás é inimigo de Deus e todo o inimigo de Deus e seus aliados serão precipitados no lago de fogo que arde com enxofre.

- Foram humanos a Nachinguea e regressaram desumanos;
- Foram bons e regressam maus, criminosos e assassinos;
- Destruíram todo tecido social,
- Derribaram o poder tradicional e da família,
- Mataram todos régulos, e destruíram os regulados,
- Destruíram os lugares sagrados das populações,
- Criaram os campos de reeducação,
- Introduziram as Guias de Marcha
- Instituíram a pena de fuzilamento;
-Mataram os presos políticos;
- Negaram a Liberdade e a Justiça, e
- Montaram as aldeias comunais para aquartelar os moçambicanos, impedindo-os, assim, de gozarem todos direitos dos povos consagrados na carta das Nações Unidas e da Organização da Unidade Africana (actualmente União Africana), e, consequentemente, negaram a democracia.

Desde Nachinguea até hoje, a Frelimo só derrama sangue inocente. Estou a falar do sangue de Eduardo Mondlane, Urias Simango, Joana Simeão, Padre Guenjere, Samora Machel, Gulamo Nabi, Paulo Kankhomba, Silvério Nungo, Os mártires de Montepuez, Os mártires de Mocimboa da Praia, Siba Siba Macuacua, Carlos Cardoso, Rafael Maguni, Sebastião Marcos Mabote, Zumbire etc, etc, etc. Doutrina satânica.

Senhores Deputados,
Povo Moçambicano

Os objectivos gerais da RENAMO visam implantar em Moçambique:
- A Democracia Multipartidária
- Democracia Participativa;
- Democracia de direitos humanos e justiça
- Democracia de economia de mercado, que se reflicta na propriedade privada lícita e rentável,
- Democracia de saúde para todos Moçambicanos,
- Democracia de um sistema de educação eficaz, competitivo e sem discriminação em todos níveis do ensino (primário, Secundário, Médio, Técnico Profissional e Superior) como forma de preparar os Moçambicanos e Moçambique para a globalização do mundo.
- Democracia sem assimetrias regionais no desenvolvimento económico e de facilitação de oportunidades aos Moçambicanos;
- Sobretudo, Democracia de separação de poderes (Partido, Governo e Estado), não haverá interferência entre esses poderes.

A Frelimo nunca soube fazer democracia. Em nenhum, momento depois da independência, se colocou como democrata, muito menos falar da democracia. Para o povo, só tiniu a palavra “Democracia” em seus ouvidos com o advento da RENAMO. A Frelimo não sabe distinguir o que é Partido, Governo e Estado, O que só um democrata pode saber, por isso, a Frelimo confunde:

a) Partido-Escola. Na governação da Frelimo, todo professor que se identifique com a oposição muito concretamente a RENAMO, é perseguido e perde emprego, e o aluno que também se identifique com a RENAMO sofre exclusão e pode chumbar mesmo sabendo; isso não é democracia.

b) Partido-Hospital, por isso é que todo membro da RENAMO, quando assim identificado, sofre exclusão e discriminação no acesso aos cuidados hospitalares;

c) Partido – Instituição pública, pois que todo o funcionário do Aparelho do Estado, obrigatoriamente, deve ser membro da Frelimo e, caso se identifique com a oposição muito concretamente a RENAMO, sofre exclusão e perde emprego;

d) Partido – Policia, razão pela qual a polícia se posiciona como exército do Partido Frelimo, o membro da RENAMO não é povo, não é protegido pela polícia, mesmo ofendido sofre torturas como forma de combatê-lo psicologicamente e aos outros membros, por forma a forçá-los a abandonar a RENAMO.

e) Partido-Tribunal, daí que o membro da RENAMO, mesmo que tenha razão em tribunal, é condenado com penas elevadíssimas, e o juiz que assim não proceder é conotado como membro da RENAMO e perde confiança e o emprego.

Excelências,

Neste país e com o governo da Frelimo, registam-se desigualdades sociais com a desordem autoritária e opressão social, características típicas do modelo de governação marxista da Frelimo, perante uma crise de estado-providência que se vem arrastando desde 1975 até à data, e que com ela, agravam-se as desigualdades sociais e os processos de exclusão social e ausência da acção colectiva com os movimentos sociais.

Hoje, os mesmos satânicos de Nachinguea, falam da redução da pobreza absoluta em Moçambique anunciando percentagens falsas e inexistentes. Para a Frelimo, a situação da pobreza absoluta não é algo que lhe interesse; é, apenas, mais uma canção do álbum “chjengera” lançado em Nachinguea.

Como se pode aliviar a pobreza com:
- Comércio sem concorrência;
- Direitos de propriedade usurpados por uma minoria;
- Estabilidade financeira inexistente;
- Má governação;
- Crime organizado;
- Assimetrias regionais,
- Má distribuição de riquezas;
- Assaltos a mão armada;
- Assassinatos;
- Tráfico de drogas;
- Corrupção acentuada;
- Mentira;
- Máfia;
- Má política de concessão de créditos;
- Exclusão social;
- Abuso de poder;
- Repressão;
- Injustiça Social;
- Desemprego;
- Má política de uso e aproveitamento da terra?

Como se pode aliviar a pobreza num país com essas características como o nosso?
Como é que um governo com essas características, chefiado por uma mulher sem visão, pode convencer a um ser humano racional, que está aliviar a pobreza?

Senhor Presidente da Assembleia da República
Senhores deputados.

A Frelimo está em decadência neste país. O seu ponteiro de orientação gira em sentido retrógrado, levando o país a regressar para:
- O minoritarismo;
- Mono partidarismo;
- Ditadura marxista,
- Individualismo;
- Anarquia;
- Capitalismo selvagem;
- Estado minimalista.

Hoje, a Frelimo, por se encontrar encurralada com os princípios democráticos, recorre a violação da Constituição da República para sobreviver; como exemplo disso, criou uma coisa que chamou de Autoridade da Função Pública completamente inconstitucional, apanhados na curva, mudaram para Ministério da Função Pública também gravemente inconstitucional, tudo para acomodar interesses políticos e nocivos à democracia. A questão é: Qual é a tarefa desse ministério e a do Ministério da Administração Estatal?
O Ministério da Função Pública continua com as acções da Autoridade da Função Pública, responsável pela implantação e gestão coerciva das células do partido Frelimo nas instituições do Estado. Essa não se chama democracia, mas sim, ditadura Marxista banida no mundo.

Para continuar a escravizar o povo, a Frelimo promove processos eleitorais fraudulentos para se firmar no poder. A partir das eleições de 1994 até as de 2004 em que estas últimas foram as mais brutais e vergonhosas. Pois que:

No meu débil intelecto, senhores deputados, estamos perante uma monarquia a imperar em regime monárquico. Em democracia Sr. Presidente, As eleições constituem o momento sublime dos povos onde escolhem os seus representantes e os seus dirigentes através do exercício do sufrágio universal, secreto, livre e justo que a constituição da república consagra, isto é, a soberania reside no povo, e é o povo que manda através da escolha que faz por via das eleições.

Senhores Deputados, meus pares.

Para terminar, enalteço mais uma vez que em democracia, quando existe alternância de poder, não são os funcionários da função pública que mudam, mas sim, são as políticas de governação que mudam, isso para dissipar a propaganda barata da Frelimo, segundo a qual, se a RENAMO ganha o poder, vai escorraçar todos funcionários públicos. Essa é a mentira grosseira dum partido em decadência. Desta feita, queremos apelar a todos funcionário públicos para que se libertem dos grilhões dos comunistas da Frelimo, e se firmem para a construção de um Moçambique democrático.

Mais não disse,
Muito obrigado.
* Deputado da Assembleia da República pela Bancada da RENAMO-UE.


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