Mensagem Alusiva ao 1 de Maio, dia Internacional do Trabalhador

Caros trabalhadores moçambicanos,
No dia 1 de Maio, recordamos um acontecimento marcante na vida dos trabalhadores de todo o mundo, pois, foi no ano de 1886 que aconteceu uma manifestação ou greve geral dos trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos de América, para reivindicar a redução das horas de trabalho de 13 para 8 horas diárias, acto que veio a ser concretizado com
os governos respondendo positivamente a reivindicação.
Comemoramos este ano o dia dos trabalhadores impossibilitados de nos juntar e manifestarmos o nosso sentimento sobre a melhoria das condições salariais e de trabalho, diferentemente dos anos anteriores, por causa do flagelo da pandemia COVID-19, que tem estado a dilacerar todo o mundo, do mais forte ao mais fraco economicamente.
O facto de não podermos desfilar e festejar como é nosso hábito, não pode constituir motivo para que a mensagem, o clamor dos trabalhadores não chegue aos ouvidos dos governantes e empregadores deste país.
É preciso que cada trabalhador saiba que o seu contributo diário em tempos de crise e de fartura é para o desenvolvimento económico do nosso país. Por isso, eu quero encorajar a cada trabalhador, desde os funcionários públicos, aos trabalhadores nas poucas empresas, no campo, no comércio e nas actividades liberais a lutar pela melhoria das condições de trabalho e de vida, desígnio que está perfeitamente ao nosso alcance, como a RENAMO sempre defendeu.
Aos representantes dos trabalhadores em todas as áreas de actividade, peço em nome do meu partido que haja maior perseverança e lucidez na busca de soluções conducentes a melhoria de condições salariais destes, pois, entendemos que os momentos que vivemos criam um ambiente para oportunismos no comércio e consequentemente existe especulação de preços o que faz com que a capacidade de compra dos trabalhadores seja mais precária.
Para a RENAMO, as reuniões de concertação social entre o governo e os parceiros sociais visando a discussão do salário mínimo devem continuar até a aprovação de salários condignos para os trabalhadores moçambicanos.
A pandemia COVID-19, longe de ser um obstáculo para o avanço do nosso trabalho, ela deve ser um motivo de inspiração para buscarmos fortalecimento para o amanhã, porque as dificuldades de hoje devem ser a fonte de energia e não a causa de desânimo geral. É neste momento que devemos unir forças e inovarmos para contrariarmos este mal.
Eu e meu partido RENAMO entendemos que o 1º de Maio não pode ser apenas momento de desfiles e reivindicações de trabalhadores sem resposta da parte do governo e do patronato. As exigências dos trabalhadores precisam ser respondidas. Os salários precisam ser melhorados. No funcionalismo público precisase de transparência nas progressões de carreiras e nos concursos públicos.
Os trabalhadores querem ver respondidas suas reivindicações e nesse contexto, junto-me ao clamor dos trabalhadores para melhoria das condições de vida
Nosso país não pode ficar no comodismo de estar sempre na cauda ou perto da cauda de todos os países do mundo em todos os contextos, Político, económico e social. Moçambique deve contar com os trabalhadores, valorizar e motivá-los porque sem seu empenho o país não vai progredir.
Quero encorajar os funcionários de saúde, que se encontram neste momento na vanguarda de luta contra o COVID-19 a tratar dos doentes, estando expostos, a maiores perigos. A estes profissionais, vai o nosso maior apreço. Reitero minha proposta para que estes profissionais e outros, que estão envolvidos directamente com doentes padecendo do COVID-19, sejam moralizados com pagamento de um bónus de risco pelo perigo a que se encontram expostos.
É notório que devido ao impacto do COVID-19 muitos trabalhadores estão sendo surpreendidos com a rescisão de contratos pelas empresas, outros tantos estão com salários reduzidos à metade e outros estão com contratos comprometidos. Diante desta situação adversa para muitos trabalhadores, entendo que suas famílias precisam de apoio em produtos de primeira necessidade da parte do governo e ainda, o governo deve garantir que estes trabalhadores não sejam despedidos de forma injusta, mas que recebam as devidas indemnizações e havendo incapacidade do patronato, que haja garantia de mantimentos para sua sobrevivência. Estes trabalhadores devem ser reconduzidos aos seus postos de trabalho, assim que a vida voltar a normalidade.
Para terminar, apesar das várias adversidades que impedem uma comemoração condigna, em meu nome pessoal e do meu Partido faço votos de um feliz 1º de Maio.




