Pai da Democracia, o Seu Legado Será Honrado!
ADEUS PRESIDENTE, PAI, MENTOR, AMIGO, HEROI NACIONAL, AFONSO DHLAKAMA
Nascido no dia 1 de Janeiro de 1953 em Mangunde, Chibabava, na província de Sofala, o Presidente da RENAMO e Membro do Conselho de Estado Afonso Macacho Marceta Dhlakama perdeu a vida na manhã do dia 3 de Maio de 2018, na serra da Gorongosa onde se encontrava refugiado depois de o governo moçambicano ter tentado insistentemente assassiná-lo por via militar.
Aos 65 anos de vida, o Presidente Dhlakama não resistiu as intensas dores que se presume terem sido originadas por um problema crónico relacionado a diabetes.
Afonso Dhlakama, é o exemplo do herói que Moçambique merece ter e valorizar. O Presidente Dhlakama iniciou sua carreira muito jovem quando ingressou no exército nacional das extintas FPLM, onde chegou a desempenhar o posto de Comandante de logística na província de Sofala. Depois da independência nacional, devido a desentendimento com suas chefias, viria a abandonar suas funções para se juntar aos embriões da Resistência Nacional Moçambicana na antiga Rodésia, hoje Zimbabwe.
A morte do Presidente Afonso Dhlakama comove Moçambique e o mundo, o desalento é geral. Apesar da decisao governamental de não conceder tolerância de ponto para o povo acompanhar as cerimónias fúnebres, a populacao tomou iniciativa propria e participou em massa para dar o último Adeus ao seu lendário líder.
Moçambique perdeu um grande HOMEM! Esse é o sentimento geral de todos os moçambicanos, independentemente do seu credo político ou religioso. Sim, perdemos um grande líder.
Maio de 2018 será para sempre um dia a recordar na história de Moçambique. Se não oficialmente, pelo menos nos corações do povo este dia viverá para sempre e grande parte dos moçambicanos ficara em sentido para a memória deste grande herói: AFONSO MACACHO MARCETA DHLAKAMA, o Pai da democracia multipartidária em Moçambique e mestre para todo o mundo oprimido pela ditadura.
Afonso Dhlakama é sem dúvida a figura maior na luta pela liberdade do povo moçambicano.
Afonso Dhlakama amava Moçambique e África. Tinha orgulho em ser “Homem Moçambicano” mesmo quando os seus adversários por vários momentos o incitavam a dividir o país, ele dizia: ” Moçambique não será dividido porque eu quero governar o país inteiro e não um pedaço de Moçambique. Eu amo os do Sul, do centro e do norte deste país. Por isso nunca vou dividir o país”
A História do Presidente Afonso Dhlakama regista acontecimentos que marcaram o percurso de um povo pelos caminhos da liberdade, democracia e dos direitos humanos. Ele morreu quando se batia contra a opressão do seu povo, contra as assimetrias regionais e pela justiça eleitoral. Ele foi um lutador pela liberdade contra as formas mais modernas de escravatura.
NOSSO PRESIDENTE, HERÓI MOÇAMBICANO, MENTOR, PAI, GRANDE AMIGO AFONSO DHLAKAMA, temos a certeza que os combatentes pela liberdade e independência de Moçambique que estiveram lado a lado contigo, ainda vivos, continuarão animados pelos teus ideais e continuarão impelidos pela fé na vitória. Corajosos e determinados saberão contornar obstáculos ao longo da dura luta pela liberdade que ainda resta pela frente.
A honra de HEROI NACIONAL que o povo exige para o Presidente Afonso Dhlakama é justa e legitimamente devida. E mesmo que o governo da FRELIMO recuse, a história registou os seus ideais de identidade nacional, sua memória prevalecerá nos corações do povo até dos seus detractores.
Descanse em Paz Presidente, Mentor e Herói Nacional




