COMUNICAÇÃO À NAÇÃO POR OCASIÃO DO 2º ANIVERSÁRIO DO DESAPARECIMENTO FÍSICO DO PRESIDENTE AFONSO DHLAKAMA
Moçambicanas
Moçambicanos
Caros Compatriotas
Hoje, 03 de Maio, recordamos o 2º aniversário da morte do saudoso Presidente Afonso Macacho Marceta Dhlakama, o Líder e Herói que se identifica profundamente com a história de Moçambique e transformou-se num Embondeiro Político de estatura mundial.
Os mais velhos recordam-se:
●depois da proclamação da independência nacional, a Frelimo proibiu o multipartidarismo e instalou o partido único;
● os governantes eram impostos, pois não havia eleições;
● os cidadãos eram forçados a viver em aldeias comunais;
● a lei do fuzilamento e chamboco era a forma de calar e eliminar a todos que pensavam de forma diferente;
● negou aos moçambicanos o direito à propriedade privada, impôs as cooperativas de consumo e machambas colectivas;
● as famigeradas lojas do povo quase totalmente vazias, vendiam os produtos básicos de alimentação, através de cartões de abastecimento;
● proibiu a prática da religião, porque achava que Deus não existia;
● a circulação de pessoas e bens era condicionada à guia de marcha, em suma, quando os moçambicanos esperavam gozar das vantagens da independência nacional foram submetidos a uma nova escravatura.
Foi neste contexto que André Matade Matsangaice, Afonso Macacho Marceta Dhlakama e outros combatentes de trincheira, cedo, no longínquo 1977, perceberam que o Povo moçambicano precisava de ser liberto das algemas do Comunismo e à semelhança de outras Nações, o Estado de Direito Democrático era um imperativo nacional.
Foi por isso que fundaram a Resistência Nacional Moçambicana, a nossa RENAMO, que lutou durante 16 anos cujo objectivo visava instalar no País a Democracia, a justiça, a liberdade de expressão, a liberdade religiosa, o respeito pela vida humana, ideais que se tornaram realidade no nosso solo pátrio porque os moçambicanos compaginaram-se neles.
O sonho de Afonso Dhlakama era ainda maior, queria um Moçambique desenvolvido, com uma economia robusta, uma administração pública despartidarizada e livre da corrupção, bem como governantes resultado de eleições livres, justas e transparentes.
O sonho de Afonso Dhlakama era ver os serviços básicos, como a educação, saúde, o transporte público, a água potável, energia e outros bens essenciais, mais próximos das nossas populações, razão pela qual, até o seu último suspiro lutou pela descentralização.
Hoje, orgulhamo-nos do Presidente Afonso Dhlakama porque quando prematuramente nos deixou já tinha lançado a semente que produziu a Lei sobre a eleição dos governadores provinciais.
Tristemente, o seu sonho foi apunhalado em 15 de Outubro de 2019, pois, quando aguardavamos festejar pela primeira vez a alegria de ver em Moçambique governadores genuinamente eleitos, os inimigos da democracia, manipularam os resultados eleitorais.
Contudo, não vergamos e faremos tudo para em 2024 eleger pela primeira vez, os administradores distritais como sempre sonhou.
A nossa memória colectiva recorda-se e reconhece a sua coragem indomável quando, em Maio de 2016 tomou a iniciativa pessoal de negociar com o Governo e em Dezembro de 2016, decretar as tréguas militares unilateralmente na Serra de Gorongosa.
O País e o mundo não acreditaram, mas foi o início de longas e sinuosas negociações que abriram as portas para a assinatura dos Acordos de Cessação das Hostilidades Militares e de Paz e Reconciliação de Maputo, no dia 1 e 6 de Agosto de 2019, respectivamente.
Quando o nosso Ícon tombou, juramos liderar o Partido seguindo e inspirando-nos na letra e no espirito nos seus ideiais e seu legado. Por isso, continuamos a negociar com o Governo e esperamos muito brevemente concluir com êxito o processo do DDR.
Não nos deixamos abalar pelos nossos adversários que a todo o custo pretendem dividir a nossa família RENAMO.
O nosso Pai ensinou-nos que esta família é una e indivisível, representa as moçambicanas e os moçambicanos, é a voz dos sem voz, aquela que canta o que o Povo diz e quer.
Viemos de longe, onde iniciaram perseguições e incompreensões que nos podiam fazer recuar, dai que a melhor maneira de recordar e imortalizar Afonso Dhlakama é não desfalecer perante as actuais adversidades.
Moçambicanas
Moçambicanos
Compatriotas
Nesta data, convidamos a todos os moçambicanos bem como os membros e simpatizantes do Partido a curvarmo-nos mais uma vez, diante desta figura emblemática que o País e o Mundo jamais o esquecerão.
Por isso, nesta data somos todos chamados a fazer uma reflexão profunda sobre o seu legado e acima de tudo continuar com o seu sonho de ver um Moçambique Próspero, em que cada um de nós se sinta como dono da sua Pátria.
Exaltamos, Afonso Dhlakama no dia 3 de Maio como nosso Herói e esperamos do Estado Moçambicano o seu reconhecimento como tal, porque o seu contributo, o seu nacionalismo e patriotismo elevaram Moçambique para o nível de países que têm a Democracia e o Estado de Direito como apanágio de governação.
Minhas irmãs
Meus irmãos
Hoje o povo moçambicano reconhece a razão da luta de décadas. Tarde, mas acordados, cada um luta para tentar ser um novo Dhlakama.
Ao celebrarmos esta data, que marca a passagem dos 2 anos, fazemos com tristeza porque preferíamos celebrar os 67 anos do seu aniversário natalício, mas fazemo-lo com alegria, porque temos o orgulho de termos tido um líder carismático como ele.
Celebramos esta data num momento em que a pandemia da COVID-19 está a assolar o mundo e o nosso País em particular, o que nos impede de assinalar com toda a pompa e circunstância.
Porém, apesar destas adversidades, exortamos as Delegações Politicas a todos os níveis e aos membros e simpatizantes em geral a lembrar os feitos e obras do nosso Sempre Lider, Afonso Macacho Marceta Dhlakama que são a luz da nossa liderança.
Termino exortando as minhas irmãs e aos meus irmãos a seguirem rigorosamente as medidas recomendadas para evitar a propagação do novo corona vírus, lavando frequentemente as mãos com água e sabão, cinza ou desinfectando-as com álcool e usando máscara.
Muito obrigado




